terça-feira, agosto 14, 2007

Reflexões Genealógicas




Depois de um interregno aprazível, Marly volta à carga para violar o bom-humor dos leitores assíduos.

Finalmente de férias, decido enriquecer o meu intelecto (nunca ouviram dizer que quanto mais se tem mais se quer ter??). Depois de alimentar o corpo, estiro-me sobre o sofá na expectativa de brindar o espírito com a programação televisiva vespertina. Ao primeiro minuto de exposição à toxicidade dessa produção medíocre, detenho-me no segundo canal da estação pública…. «Menos mal», penso de mim para mim frente a um documentário. É sobre a evolução da espécie… um assunto que me apraz aprofundar desde que tomei conhecimento das relações de parentesco entre Darwin e Francis Galton, mentor da eugenia. Inclinações pessoais à parte, mergulho nas teorias da dita produção audiovisual. E aprendi umas coisitas, que agora estou disposta a partilhar com o leitor; o leitor que como sabe tem na sua linhagem um símio simpático que, por via da fisionomia, acasalava pelas traseiras. Ora, assim que o símio consegue a proeza da erecção (não a do pénis, a do corpo), o acto sexual sofre uma transformação. Segundo a voz off, ao tornar-se bípede, o órgão sexual feminino deslocou-se no sentido descendente, o que favoreceu a prática das relações sexuais pela frente. A possibilidade de visualizar o rosto do parceiro é fautora do desenvolvimento dos afectos… o que explica o pudor que se manifesta quando se diz "fazer sexo", e a preferência pela expressão “ fazer (o) amor”.

Resumindo: sexo pela frente, com beijnhos e palavras lisonjeiras é típico do homo sapiens sapiens; sexo por trás é sintomático da costela simiesca. Agora os nossos caros leitores que retirem as próprias conclusões…. Isto se já tiverem passado a fase do australopithecus.

Tenho dito!

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