domingo, maio 21, 2006

"Pesos e Medidas"

Conhecem aquele adágio popular: “alegrar-se com a desgraça alheia”? Pois bem, parece-me que é o caso. Recebi há uns dias um e-mail de um coitado que, por se sentir infeliz com os seus “pesos e medidas”, tenta encontrar algum consolo ao enviar a todos os outros desgraçados que conhece uma imagem de um (supostamente) infeliz cujo material reprodutor não excede os 2,5cm… Não contente com a evidente pequenez do dito cujo, vai ao ponto de realizar a medição com régua, para que se saiba que são 2,5 e não 2,4cm ou 2,6cm. Enfim, manias de gente perfeccionista! (Bem, eu devo confessar que, cá para mim, "o" do autor do mail não devia andar muito longe e encontrou nessa imagem a oportunidade única de mostrar a toda a gente que afinal ainda há quem o tenha mais pequeno…é típico dos homens, a mania das grandezas! Mas isso são cá cogitações pessoais que não interessam a ninguém…)
Não muitos dias depois vejo na televisão (com muita indignação, confesso) uma reportagem acerca de um indivíduo que viola uma criança de 9 anos, mas que não é condenado porque tem não tem pénis. Quer dizer, ter até tinha, mas como não chegava aos 3cm não conta! Pois claro, que vergonha para a classe violadora! Violação que é violação tem que provocar danos irreversíveis na vítima. Meia dúzia de arranhões e uns poucos hematomas que passem ao fim de 3 aplicações de Halibut não contam…e então o trauma psicológico, isso é paranóia das mulheres violadas! Histeria feminina, está-se mesmo a ver!
Nesse mesmo dia, em debate com um grupo de amigas sobre esta ignominiosa decisão judicial, a conversa descamba (pois claro!) e passamos a glosar sobre um assunto assaz profundo e pertinente: as pilas dos orientais… Este tema provocou, como o leitor já deve prever, as mais variadas reacções. Uma das presentes não hesitou em manifestar a sua opinião, lamentando que “aquilo nem chega a fazer cócegas, caramba!”.
Fiquei cismada naquilo, palavra que fiquei! E assim andei, reflectindo, cogitando, meditando e filosofando, sobre matéria tão controversa!
E destas lides do pensamento saiu uma ideia (coisa rara!!!). Tem-se tornado vulgar a ideia de que o tamanho não conta… Mas depois desta minha reflexão, eu posso afirmar sem reservas que sim, que conta! Mas o processo é o inverso, ou seja, quanto mais pequeno o “coiso”, mais conta! Pois não é que o raio dos chineses, cujo caralho é entre nós conhecido por não valer um caralho, é o povo mais reprodutivo à face da terra? Só eles perfazem quase metade da população mundial (o prof de Geografia Humana que me perdoe a imprecisão dos números!)…
Agora vocês, homens, que gostam tanto de números, digam-me lá (se conseguirem fazer contas de cabeça), se isto não quer dizer alguma coisa!!!

2 Comments:

At 22:57, Blogger Joao TF said...

GRANDE estreia...Sem preconceitos, firme, decidida! Assim sim...Acabaste por me surpreender, sou sincero!Parabéns e volta a escrever rapidamente...fiquei curioso...

 
At 00:04, Blogger Cels0 said...

Eu não consigo fazer contas de cabeça, por isso não me pronuncio...
Mas bom trabalho, bom trabalho...

 

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home